sexta-feira, março 31, 2006

Ainda estou à espera...

que me venham explicar as vantagens do (im)possível casamento entre Nacionalismo e liberalismo... Dizem que não é a brincar... Dizem.

5 Comments:

Blogger Rodrigo Nunes said...

Já é muito tarde para abordar este assunto com a atenção que merece mas eu estou convicto de que esse casamento é impossível e aos que defendem o contrário haverá inúmeras questões para colocar. As incompatibilidades parecem-me demasiadas. Este é um dos debates que mais me interessariam que fossem feitos no movimento nacionalista, talvez mesmo o que mais me interessa porque implica também uma definição do posicionamento económico que continua a ser o nosso ponto negro.

Não nego que reflicto amiúde sobre algumas hipotéticas vantagens que o liberalismo económico nos poderia trazer em determinados quadros conjunturais, mas se o objectivo é realmente fazer a revolução nacional e não ficarmos pelas meias-tintas não me parece possível conjugar os nossos princípios com a ideologia que representa por excelência o sistema que está a destruir a identidade das pátrias ocidentais.E nos princípios fundadores o liberalismo é anti-nacional.

4:48 da manhã  
Blogger alex said...

"...a ideologia que representa por excelência o sistema que está a destruir a identidade das pátrias ocidentais."

O Liberalismo não está a destruir nada pois não se encontra no poder em nenhum país. Nem nos EUA.

"E nos princípios fundadores o liberalismo é anti-nacional."

Agora sim, o Rodrigo produz uma grande inovação na Ciência Política.É o oposto, nos 'princípios fundadores' é que não é anti-nacional.
O 'Weath of Nations' (of Nations, note-se) não é nada anti-nacional.

"... se o objectivo é realmente fazer a revolução nacional"

Está a brincar?!
A época das revoluções, tal como elas eram entendidas no séc.XX...acabou.
O mundo mudou demasiado.
A água não passa duas vezes debaixo da mesma ponte.
Têm que arranjar outra maneira. :)

" e não ficarmos pelas meias-tintas"

Felizmente, existem os nacionalistas de países onde o vírus do totalitarismo não existe
, nacionalistas esses que vão conseguir bons resultados.
É uma pena haver tanta gente inteligente parada nos anos 30/40 do século passado.
É como diz o Miazúria: uma pena.
É o fetiche 'caceteiro' de certos latinos...enfim....o 'síndrome do papá mauzão com a mão na anca (tipo varina) aos berros'.

NOTA:
Os regimes de Videla e Pinochet 'casaram' com o Liberalismo.
Foram até neo-liberais.
E o Rodrigo bem o sabe.

Ainda bem que o Rodrigo reconhece (implicitamente e/ou sem querer) a inequívoca superioridade do Liberalismo económico sobre as formas de organização económica das sociedades arcaicas, conhecidoas como Colectivismo/Socialismo/Corporativismo*


*um cancro horrendo que ainda subsiste em Portugal mas que, por força da marcha do tempo, será eliminado

1:55 da tarde  
Blogger Rodrigo Nunes said...

«O Liberalismo não está a destruir nada pois não se encontra no poder em nenhum país. Nem nos EUA.»

Encontra-se pois, você está a reduzir o liberalismo ao entendimento clássico e estritamente económico do fenómeno, eu estou a falar do liberalismo em sentido lato do qual a vertente económica é apenas um dos braços.

«Agora sim, o Rodrigo produz uma grande inovação na Ciência Política.É o oposto, nos 'princípios fundadores' é que não é anti-nacional.
O 'Weath of Nations' (of Nations, note-se) não é nada anti-nacional.
»

Inovação de ciência política? Não me parece. A "Wealth of Nations" não poderia ser escrita senão tendo por base uma realidade nacional, por um facto muito simples, os tempos eram muito diferentes e a realidade económica também, isto é, ao contrário do que sucede hoje no mundo globalizado Adam Smith não podia conceber a mobilidade internacional dos factores produtivos.

«Felizmente, existem os nacionalistas de países onde o vírus do totalitarismo não existe
, nacionalistas esses que vão conseguir bons resultados.»

Que países são esses e que resultados serão alcançados?

«É uma pena haver tanta gente inteligente parada nos anos 30/40 do século passado.
É como diz o Miazúria: uma pena.»

Não sei a quem se refere, não me reconheço nesse retrato, nem no tempo nem na eventual inteligência.E quanto ao Miguel( ou miazuria) digo-lhe isto, se há tema em que vocês não chegarão a qualquer convergência é precisamente no que toca ao liberalismo, e conheço o Miguel o suficiente para afirmar isto com total certeza.Também não sei em que contexto o Miguel terá afirmado isso, mas se era dirigido a mim estaria relacionado com outras questões(outras discordâncias que não interessa aqui abordar) que não o liberalismo.

Cumprimentos

4:48 da tarde  
Blogger alex said...

"eu estou a falar do liberalismo em sentido lato..."

Ena pá!
Seja mais específico....nem sei a que se refere em concreto.
É que podem ser tantas coisas....

"Adam Smith não podia conceber a mobilidade internacional dos factores produtivos."

Pois claro que não, coitado.
Não se esqueça é que estamso apenas no início de vertiginosas mudanças causadas pela ainda nascente TRevolução Tecnológica.
Há 10 ou 15 anos coisas que agora são corriqueiras eram ficção científica ou muit restritas.
Daqui a 20 anos....bom....nem previsões a 5 anos são fidedignas, quanto mais a 20.
O que aconteceu é que a Economia tem sido arrastada pela tecnologia.
É uma relação de mútuo impulso.
Foi a extraordinária evolução tecnológica que possibilitou a tal de 'Globalização'.
Sem ela seria impossível.
Já nem imagino o mundo sem Internet e há uns anos atrás....olhe, ainda sou do tempo da TV a preto e branco, das locutoras de continuidade e de não existirem assim tantos telefones como isso....e de não haver luz em muitas localidades do país......etc, etc...
Está a ser tudo muito rápido.
Mas não se esqueça que estamos a voltar a ouvir falar em 'patriotismo económico', que não é bem o 'proteccionismo' clássico, é simplesmente um pequeno 'freio'.


Países?!
Assim de memória...a Dinamarca, a Bélgica a Suécia e a França.

"... nem na eventual inteligência."

Don't be modest.
Você é talvez demasiado idealista e até utópico....mas é inteligente e culto.

" se há tema em que vocês não chegarão a qualquer convergência é precisamente no que toca ao liberalismo"

Certíssimo.
Mas não é grave, pois eu e o Miguel estamos em sintonia em certas coisas em que o Rodrigo jamais estará de acordo connosco...eheheh

"mas se era dirigido a mim"

hummm
Se bem me lembro não me parece que fosse dirigido a si.

Quanto ao Nacionalismo e ao Liberalismo o facto é que o 'casamento'* já existiu.
Durou quase todo o século XIX e só 'acabou' a seguir a 1918.
Contra factos, não há argumentos.

Alguma 'bibliografia' temática "aqui.

*o acontecido a 28 de Junho de 1914 foi, provavelmente, o maior 'orgasmo' desse longo 'casamento'.
Curiosamente, marcou também o princípio do fim do casório.

Sei que percebeu a mensagem.


Cumprimentos

3:01 da manhã  
Blogger Rodrigo Nunes said...

«Seja mais específico....nem sei a que se refere em concreto.
É que podem ser tantas coisas....»

Sabe, estou a falar do liberalismo enquanto doutrina filosófica, das suas várias ramificações, o liberalismo social, cultural e económico. É o liberalismo que está no poder, de uma ou outra forma desde o final da segunda guerra.

Posteriormente explicarei no meu blog por que razão não considero o nacionalismo compatível com o liberalismo.Embora já lá exista matéria suficiente sobre o assunto.

Saluti

6:00 da tarde  

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